quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Conheça os principais pontos da reforma tributária



28/02/2008 - 16h09
SAIBA MAIS-

BRASÍLIA (Reuters) - O governo encaminhou ao Congresso Nacional nesta quinta-feira proposta de reforma constitucional que propõe uma ampla reestruturação no tributo estadual ICMS e também unifica alguns impostos federais, entre outras mudanças.

O objetivo da reforma, segundo argumentação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em exposição por escrito ao Congresso, é "estimular a atividade econômica e a competitividade do país, através da racionalização e simplificação dos tributos, e promover a justiça social e o fortalecimento das relações federativas".

Veja a seguir os principais pontos da reforma:

* Propõe a reformulação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, que passará a pertencer, nas transações interestaduais, preponderantemente aos Estados de destino das mercadorias (consumidores), e não de origem (produtores), como ocorre hoje. Um dos objetivos da alteração é acabar com a guerra fiscal, pela qual governadores oferecem hoje isenções fiscais para tentar atrair investimentos aos seus Estados.

* As alíquota do ICMS serão definidas pelo Senado --os Estados terão autonomia para alterar apenas alíquotas de alguns bens e serviços previstos em lei. Para compensar Estados que perdem com as mudanças, será criado um fundo de equalização, financiado por vinculações a serem definidas em lei.

* Em outro esforço para acabar com a guerra fiscal, ficou estabelecido que isenções ou incentivos fiscais só podem ser definidos pelo conselho que reúne os secretários de Fazenda de todos os Estados (Confaz), e devem valer para todo o país. O prazo de transição para o novo ICMS será de oito anos.

* O projeto propõe ainda a criação de um Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, financiado por 4,8 por cento das receitas do imposto de renda (IR) e do imposto sobre produtos industrializados (IPI). A idéia é que investimentos feitos pelos fundos substituam a guerra fiscal como instrumento de desenvolvimento.

* Em relação aos tributos federais, o projeto unifica Cofins, PIS e Cide em um Imposto sobre Valor Agregado federal e incorpora a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ao Imposto de Renda das pessoas jurídicas (IRPJ).

* O projeto acaba, ainda, com a contribuição social do salário-educação e a repõe por um incremento na alíquota do IRPJ.

* O governo propõe, ainda, algumas desonerações tributárias, que devem ser introduzidas por meio de leis infraconstitucionais. A principal delas é a redução da contribuição das empresas ao INSS, que passaria gradualmente de 20 por cento para 14 por cento em um período de seis anos.

* O governo também promete propor a ampliação das isenções concedidas a produtos da cesta básica e a redução dos prazos em que as empresas podem receber de volta impostos pagos sobre bens de capital. As desonerações, no entanto, estariam condicionadas à aprovação da reforma constitucional.

(Por Isabel Versiani, Edição de Mair Pena Neto)

Proposta de reforma tributária chega ao Congresso nesta quinta-feira

28/02/2008 - 09h01

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem audiência marcada para as 10h30 desta quinta-feira com o presidente do Senado, Garibaldi Alves. Na ocasião, ele entrega ao Congresso Nacional a proposta de reforma tributária do governo, anunciada desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como alternativa para reduzir a elevada carga de impostos do país e racionalizar o sistema tributário nacional.

Dentre as medidas do pacote, que deverá ser apresentado na forma de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), destaca-se a unificação das 27 legislações existentes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em uma única lei, com cobrança nas transações interestaduais apenas no destino. O mecanismo visa a combater a chamada " guerra fiscal " .

Além disso, de acordo com a proposta, o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) serão unificados em um único imposto - o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Federal. O IPI e os Impostos de Importação e Exportação serão preservados. O Imposto de Renda (IR) das empresas e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) das empresas, com incidência sobre a mesma base de tributação, serão unificados.

Apesar de reconhecer as dificuldades de tramitação que a proposta enfrentará num ano eleitoral, o ministro da Fazenda tem se declarado otimista.

"O ano eleitoral sempre atrapalha um pouquinho porque a partir de uma certa data os parlamentares estão interessados em suas campanhas, mas temos o ano inteiro pela frente. Se houver disposição, conseguiremos aprovar ainda neste ano", disse Mantega.

O excesso de medidas provisórias também pode ser um obstáculo à tramitação da proposta. Nesta semana, a oposição no Senado fez diversos protestos pelo fim do envio de MPs que paralisam a pauta do Legislativo, especialmente as que tratam da abertura de créditos extraordinários. Em um deles, o apoio à reforma tributária foi condicionado à suspensão do envio das medidas.

(Agência Senado)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

José Alencar afirma que reforma tributária é urgente

O vice-presidente da República, José Alencar, ressaltou neste domingo (6/1) que o governo deve se comprometer com a urgência da reforma tributária.

"Ela precisa sair. O governo já está preparando, por ordem do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] e através do Ministério da Fazenda. Essa proposta tem que ser discutida na esfera do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária], do qual participam os secretários de Fazenda de todos os estados”.

As declarações foram dadas na porta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, de onde recebeu alta. Alencar estava internado desde a última quinta-feira (3/1) para tratamento quimioterápico.

Segundo ele, a intenção do governo é "simplificar o sistema tributário nacional” e recriá-lo de uma forma a não prejudicar nenhum dos estados brasileiros.

“Obviamente que essa simplificação traz mudanças que devem ser adaptadas para não prejudicar determinados estados”, afirmou, acrescentando que se a reforma tributária for feita de maneira simples, vai estimular o crescimento econômico.

Para Alencar, somente a reforma poderia “consertar as coisas erradas do sistema tributário brasileiro”.

“No momento em que se chegar a um acordo com relação a isso, será mandada para o Congresso Nacional em forma de mensagem do Executivo, provavelmente com o aval dos 27 governadores, para que o Congresso vote o mais rapidamente possível”.

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/46133.shtml

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Valdo Cruz fala sobre a última cartada de Lula pela CPMF


da Folha Online

Valdo Cruz, repórter especial da Folha e colunista da Folha Online, fala sobre o desespero do governo na tentativa de aprovar a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011.

Segundo o jornalista, a poucas horas da votação (prevista para começar às 16h), a PEC precisa de 49 votos em cada turno para ser aprovada.

Valdo conta ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo aos tucanos e pediu um voto de confiança na aprovação da CPMF. Em troca, Lula se comprometeu, em um ano, discutir e aprovar uma reforma tributária que mude todo o sistema de imposto no país.

Fonte: Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u354241.shtml


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Lula quer ouvir sindicalistas para elaborar proposta de reforma tributária

14/11/2007 - 18h23

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O governo vai enviar ao Congresso até o final do mês a proposta completa de reforma tributária. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que até o dia 20 a proposta será remetida aos parlamentares.

Segundo ele, a idéia é simplificar a cobrança de impostos, sem abandonar a arrecadação de taxas. Por duas horas esse foi o principal assunto de uma reunião no Palácio do Planalto.

"Manter a arrecadação é importante. Vamos fazer uma política tributária que é mais justa, porque ela tem uma parte importante de desoneração, uma parte importante de simplificação e uma parte importante de programas sociais", afirmou o presidente, após encontro com o colega de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, no Itamaraty.

De acordo com o presidente, o governo poderá reunir representantes sindicais antes de enviar o texto final ao Congresso. "Precisamos acabar com essa história de que a política tributária interessa apenas aos governadores, prefeitos e empresários. Sobretudo interessa aos trabalhadores porque está embutido um grande montante de dinheiro que vai para fazer política social. É importante fazer um debate de toda a sociedade", afirmou Lula.

Na manhã desta quarta-feira, Lula reuniu a Câmara de Política Econômica, no Palácio do Planalto, e recebeu relatos dos principais pontos a serem encaminhados ao Congresso Nacional.

"Estamos convencidos que desonerar o setor produtivo, sobretudo novos investimentos, é importante, mas estamos convencidos de que precisamos ter justeza fiscal para acabar com a guerra fiscal", disse o presidente.

A articulação faz parte da busca de apoio no Senado pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"O problema da política tributária não é do governo federal, o problema é que cada ser humano tem uma política tributária na cabeça, cada ser humano representa uma corporação, cada Estado, prefeito tem um pensamento. Em um momento, todos nós vamos deixar de pensar em nós mesmos e pensar no que é melhor para o país no médio e longo prazos", disse ele.





http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u345716.shtml

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Reforma tributária: Proposta será enviada ao Congresso em setembro

* Em discussão desde 2003, a proposta de reforma tributária chega ao Congresso em setembro.

O
ministro Guido Mantega disse que o projeto é fruto de consenso entre os governadores e admitiu que estados e União perderão receitas.

(O Globo -
Sinopse Radiobrás)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Planalto apresentará aos partidos, nesta quinta-feira, a proposta de reforma tributária que pretende enviar ao Congresso nos próximos dias

* Será o primeiro passo rumo às negociações para o governo destravar, a seu favor, a prorrogação da CPMF e da DRU no Congresso.

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)